Um motivo para sorrir
Há muito, aprendi que laços invisíveis, não desatavam. Que podiam ficar frouxos, que podiam perder-se de vista, por serem invisíveis, mas nunca, nunca desatavam.
Muitos são os empecilhos da vida, que nos fazem sofrer. Esquecemos, que devemos ser tolerantes uns com os outros. Que todos nós, somos fadados aos erros. Devemos pensar duas vezes antes de falar.
"Uma vez, um jovem solitário, descobriu que tinha amigos. Amigos para confiar seus sentimentos. Durante um tempo, longo, curto, não sei; esse jovem viveu feliz, radiante. Ele acordava cada manhã, na certeza de sua amizade, na certeza de que tinha amigos.
Mas houve uma manhã diferente, uma manhã em que seus amigos, não eram amigos. Nesse dia, esse jovem permaneceu em silêncio. Durante muito tempo ele permaneceu assim.
Seus amigos, continuavam seus amigos, mas faltava algo mais nisso tudo.
Esse jovem, sentia falta de união, dos sorrisos espontâneos, que a cada dia, um deles lhe presenteava. Esse jovem então, se tornou amargo.
Muito tempo se passou. Não se sabe quanto. As vezes o tempo é nosso inimigo, ou nosso amigo. O jovem percebeu, que o que mais lhe fazia falta, era a amizade que cada um tinha com o outro e que por egoismo acabou. Seus amigos, eram seus amigos, mas não eram amigos uns dos outros. Este jovem, além de amargo, se tornou ácido, azedo.
Mais tempo passou. Um dia, o Sol nasceu em uma manhã sem núvens. E o jovem tornou a sorrir espontâneamente, pois algo havia mudado.
Seus amigos estavam ali, um do lado do outro. Isso lhe fez sorrir. O jovem começou a perder seu azedume, começou a perder seu amargume.
Seu coração, era presenteado com uma ponta de esperança.
Uma vez, uma jovem solitário, descobriu novamente, que tinha amigos..."
Talvez eu esteja enganado, mas para mim, o Sol desponta novamente no horizonte. A tempestade, que outrora eu vivia, cessa. E o canto dos pássaros, por mim tanto invejados, toma conta de meus ouvidos.
As vezes, quem sabe, eu seja um tolo, em depositar minhas esperanças, em uma única ação, em um único momento. Talvez, um desesperado, procurando uma solução. Não, eu não me julgo assim. Sou um confiante, um plenamente confiante, nos meus amigos.
Agora eu sei, tenho um motivo para sorrir.
Bruno"
