Escrivinhado por Bruno Fernandes às 00:02 em 30 de outubro de 2007
Um motivo para sorrir


Há muito, aprendi que laços invisíveis, não desatavam. Que podiam ficar frouxos, que podiam perder-se de vista, por serem invisíveis, mas nunca, nunca desatavam.

Muitos são os empecilhos da vida, que nos fazem sofrer. Esquecemos, que devemos ser tolerantes uns com os outros. Que todos nós, somos fadados aos erros. Devemos pensar duas vezes antes de falar.

"Uma vez, um jovem solitário, descobriu que tinha amigos. Amigos para confiar seus sentimentos. Durante um tempo, longo, curto, não sei; esse jovem viveu feliz, radiante. Ele acordava cada manhã, na certeza de sua amizade, na certeza de que tinha amigos.
Mas houve uma manhã diferente, uma manhã em que seus amigos, não eram amigos. Nesse dia, esse jovem permaneceu em silêncio. Durante muito tempo ele permaneceu assim.
Seus amigos, continuavam seus amigos, mas faltava algo mais nisso tudo.
Esse jovem, sentia falta de união, dos sorrisos espontâneos, que a cada dia, um deles lhe presenteava. Esse jovem então, se tornou amargo.
Muito tempo se passou. Não se sabe quanto. As vezes o tempo é nosso inimigo, ou nosso amigo. O jovem percebeu, que o que mais lhe fazia falta, era a amizade que cada um tinha com o outro e que por egoismo acabou. Seus amigos, eram seus amigos, mas não eram amigos uns dos outros. Este jovem, além de amargo, se tornou ácido, azedo.
Mais tempo passou. Um dia, o Sol nasceu em uma manhã sem núvens. E o jovem tornou a sorrir espontâneamente, pois algo havia mudado.
Seus amigos estavam ali, um do lado do outro. Isso lhe fez sorrir. O jovem começou a perder seu azedume, começou a perder seu amargume.
Seu coração, era presenteado com uma ponta de esperança.
Uma vez, uma jovem solitário, descobriu novamente, que tinha amigos..."

Talvez eu esteja enganado, mas para mim, o Sol desponta novamente no horizonte. A tempestade, que outrora eu vivia, cessa. E o canto dos pássaros, por mim tanto invejados, toma conta de meus ouvidos.

As vezes, quem sabe, eu seja um tolo, em depositar minhas esperanças, em uma única ação, em um único momento. Talvez, um desesperado, procurando uma solução. Não, eu não me julgo assim. Sou um confiante, um plenamente confiante, nos meus amigos.

Agora eu sei, tenho um motivo para sorrir.

Bruno"

 
Escrivinhado por Bruno Fernandes às 17:49 em 10 de outubro de 2007
Viva Guevara!


A figura mais popular das Américas, completou ontem 40 anos de morte. O que foi Che, o que é Che. Hoje, Che nada mais é, do que uma bela gravura para se ter estampada em sua camiseta. Seus ideais? Olhem para Cuba. Vejam seus belos ideais de igualdade. Viva Che!

Sería Che um herói? Sería um ideal a ser seguido? Sinceramente, não vejo com esses olhos. Che foi alguém que tentou se safar, se promover. Seus ideais eram nobres. Seus atos vis.

Ernesto Guevara Lynch de la Serna, nasceu em 14 de junho de 1928, na Argentina. Aos 18 anos muda-se para a Colombia, aonde ingressa na faculdade de medicina. Em 1951, faz uma viagem por toda America Latina. Viagem essa, retratada no filme "Diário de Motocicleta". Em 1953, em passagem pela Guatemala, ao ver a luta de Jacob Arbenz Guzmán, se auto proclama um revolucionário. No ano seguinte, ele conhece Fidel Castro, lider do grupo M26. Em 1956 eles partem para Cuba.

No ano de 1958, ele e Fidel instauram o regime comunista na Ilha. Em 1965 deixa Cuba e parte para a Africa. Lá, não consgue levar seus ideais para frente. É capturado em 8 de outubro de 1967 e executado no dia seguinte.

Mas o que Che tem de mais? Dizem aqueles, que estiveram na presença do grande líder revolucionário, que ele exercícia um fascínio nas pessoas. Que sua presença era algo incrível. O que sabemos é que sua iconografia é a mais reproduzida de todos os tempos. Estampado em camisas, bones e mais recentemente em biquinis; ele é considerado símbolo de resistência. Mas qual resistência? Essa, eu desconheço.

Che era racista. Segundo ele, "negros não serviam para a revolução". Era ditador e autoritário. Mandou matar centenas em praça pública, por serem contra seu regime socialista. Era sectário. O militarismo para ele era o controle e a manutenção da paz. Era porco. Não gostava de tomar banho e fazer a barba. Era péssimo adminitrador. Não sabia fazer contas, muito menos ser ministro. Cargo este, que "sobrou" para ele, depois da revolução.

Muito me estranha, os jovens terem-no como ideal. Como algo para se ostentar. Ele foi um ditador, um homem mal. Que impunha suas vontades. Seus admiradores dizem que ele conseguiu se tornar imortal, deixando sua imagem para a eternidade. E gostam de frizar ainda, que isso não foi fruto de consumismo. Em oposição, é claro, ao capitalismo.

Esquecem, no entanto, que hoje sua pessoa, serve apenas para vender camisetas e boinas. Que toda a "arte" criada em torno de sua figura, serve apenas para alimentar um mercado. Mercado esse, capitalista. Hoje, ele é vítima daquilo que tanto lutou. Mediocre

.



Ele é apenas uma imagem, para alimentar o ego de muitos jovens. Jovens que buscam o "algo mais"; e se deparam com aquele que mais buscou isso. Che não é exemplo de heroísmo. É exemplo de como cair nos próprios erros. De ser apunhalado por sua confiança. De se achar grandioso, mas nada ser demais.

Se existe uma revolução feita por Che, é a de tendência. A arte, a moda, a ilustração, nunca mais foi a mesma depois de Che.


Bruno"



 
Escrivinhado por Bruno Fernandes às 20:20 em 9 de outubro de 2007
Erro

Há coisas que desabonam a vida. A falta de capacidade em se reconhecer como inferior é uma delas. O erro é necessário, faz parte do crescimento. Se não sabe conviver com o erro, se não sabe reconhecer que errou; não sabe viver.

Confiamos nas pessoas para guardar nossas paixões. Esperamos a correspondência disso, esperando a frutificação delas. Mas nem sempre as pessoas se mostram capazes. Não condeno a falta de capacidade. Jamais o faria. Condeno a falta de reconhecimento de incapacidade. Para mim isso é retardado.

Compreendo que nem todos são inteligentes ou capazes o bastante para isso. Mas compreendo que cada um têm a capacidade de refletir seus atos e se tornarem capazes. Não somos "bons, puros e perfeitos", como na Ilha. Mas somos suscetíveis à evolução. Somos capazes de tentar ser "bons, puros e perfeitos. A tentativa leva ao erro. Ou seja, o erro é a prova da tentativa. Todos nós erramos. Assumir o erro, é essencial.

O que se ganha? Perdão. Segunda chance. Lição de vida.

Melhor viver sabendo que sua tentativa foi reconhecida, do que não ter aprendido algo, ao assumir um erro. Há, é claro, a martirização. O egocentrismo, que não permite a evolução. A falha de muitos se encontra aí. Este é o ponto chave para muita coisa.

Quem sabe um dia seremos melhores? Aprenderemos que somos seres necessitados, incapazes de muitas coisas e por isso; suscetíveis aos erros.

Bruno"