Escrivinhado por Bruno Fernandes às 19:10 em 30 de novembro de 2007
Tolo


Me torturo a cada dia, a cada momento de ócio. Parece que busco a dor. Parece que não me conformo. Minha mente cria circunstâncias, cria esperanças vãs. E eu, bobo, me entrego a cada uma delas, com uma certeza que me falta nos momentos oportunos.

Ah! Seria inútil eu amaldiçoar um dia, um momento. Como seria!

History recalls how great the fall can be
While everybody's sleeping, the boats put out to sea
Borne on the wings of time
It seemed the answers were so easy to find
"Too late," the prophets cry
The island's sinking, let's take to the sky

Called the man a fool, striped him of his pride
Everyone was laughing up until the day he died
And though the wound went deep
Still he's calling us out of our sleep
My friends, we're not alone
He waits in silence to lead us all home

So tell me that you find it hard to grow
Well I know, I know, I know
And you tell me that you've many seeds to sow
Well I know, I know, I know

Can you hear what I'm saying
Can you see the parts that I'm playing
"Holy Man, Rocker Man, Come on Queenie,
Joker Man, Spider Man, Blue Eyed Meanie"
So you found your solution
What will be your last contribution?
"Live it up, rip it up, why so lazy?
Give it out, dish it out, let's go crazy,
Yeah!"

Bater minha cabeça e apagar de minha mente qualquer ressíquio? Tentador, muito tentador...

Quem sabe hoje, eu possa me conformar um pouco mais, e a cada dia um passo. Hoje, não nego, sou tolo.
 
Escrivinhado por Bruno Fernandes às 23:51 em 10 de novembro de 2007
A Sina do Amar


Me lembro de um dia, solto, no passado. Quando percebi que a vida, não era assim. Quando meu coração parou de bater por um só segundo, então percebi que estava amando. Ludibriado pelo coração, tinha percebido que nem tudo em nosso caminho é como uma estrada de tijolos amarelos. Que quando nosso coração bate mais forte, a dor que o acompanha, vem na mesma proporção.

Nos tornamos mais cegos, mais loucos, mais entregues à volúpia e a descabida paixão. Nosso corpo, nossa alma se esvai. Deixamos ser conduzidos para algo, que nem o mais poderoso oráculo, é capaz de prever a sorte. Ficamos a mercê do vento, do furacão de sentimentos que ocupam nosso pensamento. Cada segundo de ócio, leva a nossa mente à pessoa amada. E tudo se torna pior, quando enfim descobrimos que esse amor é inalcançável. Que para cada pobre ação nossa, criamos esperanças. Esperanças essas criadas apenas, para dar-nos um conforto singelo, momentâneo. O pior, é que temos a plena consciência (ou não) de que são esperanças falsas e vãs.

Somos torturados por nossa própria existência, pois a cada batida de nosso coração, sentimos uma fisgada. A dor, inenarrável, pode ser apenas comparada. E quando feita, à morte. Quem nos dera deixar de existir, apagar nossa memória do tempo e nos cobrirmos de esquecimento. Vivenciamos o amor, tornar-se dor. E a dor, tornar-se tortura, tortura em loucura. Quem nos dera deixar de existir...

Mas, há sempre o tempo. Longo, curto, há sempre o tempo. E quando esse nos cura (sim, o tempo é a cura para todos os males e benefícios do coração), quando nos acostumamos com a idéia, nosso coração se inflama novamente. Agora, mais uma vez, ele cessa de bater novamente, por um só segundo. E nos percebemos amando novamente. E ficamos a mercê, pois tudo pode se repetir novamente ou, um novo caminho pode surgir à nossa frente. E nos culpamos por amar, nos culpamos por sofrer. Até que em um dia, despretensioso ou não, descobrimos que é essa nossa sina.

Amar e sofrer por amar. Pois assim o somos, frutos do amor. Chega um tempo que não mais nos culpamos, por sermos gato e sapato desse sentimento. Aprendemos que é por amor que vivemos. Pois é se amando que se aprende.

Quem me dera um dia poder novamente amar, como já amei. Contemplar o céu, mesmo sem Sol, encontrando ali brilho e esperança. Quem me dera...

Bruno"
 
Escrivinhado por Bruno Fernandes às 18:29 em 4 de novembro de 2007
Idiossincrático


Aprendi uma nova palavra. Idiossincrático, é um indivíduo que muda sua forma de pensar, de agir; graças a fatores externos. Em sua maioria, fatores que não deveriam lhe fazer mudar de atitude, visto que são apenas coisas banais. Acasos e peculiaridades da vida. E vejo, cada vez mais, que à minha volta, são muitos assim. Alguns se entregam à paixões nunca antes pensadas, apenas por pressão. Outros, apenas por devaneio e loucura do coração.

Existem ainda, aqueles que leram meia dúzia de resumos e se acham intelectuais. Passam a usar Armani e a filosofolear bravatas socialistas. Outros passam a se vestir como seus ídolos MTVistas e Globais. E claro, se acham o máximo por isso. E ainda, por incrível que pareça, há aqueles que se entregam a uma regime de ações por causas nobres. Depois, dizem que o mundo tem solução. Melhor parar, eu quero descer.

Se há duas coisas que gosto de fazer é ouvir e analisar. Vamos ao primeiro gosto. Ouvir. Sou um atencioso ouvinte de meus amigos. Sempre, sempre estarei disposto a ouvi-los e se possível aconselha-los (mesmo que essa segunda opção, não seja minha especialidade). Fico a pensar como as coisas são dúbias. Uma vez, escutei algo. Algo relacionado a uma ação que não ia ser feita, mas, ao final das contas, acabou sendo feita. Explicação? Não, é muito para se explicar. Melhor ouvir o silêncio e aguardar o arrependimento. Mesmo que este demore e eu não tenha o que ouvir.

Analisar. Uma dica? Não tente esconder suas intenções. Elas se tornam mais visíveis ao se fazer isso. Como é bom analisar as ações alheias. Estava a um dia desses vendo como o mundo dá voltas. Antes, via-se uma objeção, hoje, uma paixão. Estranho. Não imaginava isso. Bem estranho.

Como esse mundo está perdido. As ações são feitas por influência. Não mais se age com consciência, nem com a razão do eu. Ser influênciado, seja pelos outros, seja por ditames corriqueiros; parece ser o mais comum. Uma idiossincrasia. Muitos estão cegos, muitos estão loucos. Mas aqueles que vem e estão sãos, são a imensa maioria.

As vezes desanima, e muito.